Evento apresentado pelo Dr. Ervin Black teve como tema as relações internacionais de comércio e o papel dos BRICs
Reunir mais de 700 pessoas em um domingo ensolarado não é tarefa fácil. Mas os convidados da 5ª edição do Seminário Internacional, organizado pelo INPG – Instituto Nacional de Pós-Graduação no dia 18 de abril, compareceram em peso para prestigiar o conferencista Dr. Ervin Black, da faculdade de contabilidade e finanças da BYU - Brigham Young University, que teve seu curso reconhecido pelo jornal Financial Times, como o melhor do mundo.
Na pauta do evento esteve o impacto da crise financeira global e o potencial econômico dos países que formam os BRICs (Brasil, Índia, China e Rússia). O doutor em contabilidade e finanças também falou sobre o posicionamento estratégico e econômico dos países em desenvolvimento que hoje sustentam a economia global.
Os BRICs terão um grande impacto econômico no futuro, a Índia, por exemplo, quer se tornar a segunda maior economia do mundo em 2040. Mas para que este crescimento seja sustentável o especialista comenta que é preciso crescer também no PIB per capita, realidade não comum entre os países em desenvolvimento. “A renda precisa ser dividida e não concentrada”, ressaltou Ervin Black durante o seminário.
O professor da BYU destacou a força econômica das commodities nesta demanda global, e apesar do Brasil possuir grandes recursos naturais deve ir além, ser mais do que isso: “O Brasil precisa se tornar uma base fabril para ampliar a exportação de produtos com maior valor agregado, não só commodities”, disse Black.
Ao falar do posicionamento estratégico nos negócios, o conferencista citou a exposição econômica que as empresas adquirem ao investir em uma economia global. E para caminhar junto desse avanço os executivos têm de aprender rapidamente, acompanhar as mudanças que ocorrem, e fazer análises constantes de como outros países estão conduzindo suas estratégias. Ervin Black enfatiza: “Derrubem as fronteiras, saibam o que está acontecendo em todo o mundo e procurem saber como as tendências globais os influenciam e como vocês podem influenciar o mundo”. A frase reiterou a preocupação deste PHD com relação à criatividade e inovação dos países do BRICs, já que os produtos patenteados mundiais ainda continuam sendo, em sua maioria, da Europa e Estados Unidos. “Os países emergentes também tem de fortalecer sua base voltada à educação”.
Durante a abertura o presidente do INPG, Prof. Dr. José Leônidas Olinquevitch ressaltou a importância deste seminário, “vocês hoje são parte de um grande evento, que partilha e renova o conhecimento”, completou Olinquevitch. O mestre em administração Danilo Talanskas também participou da cerimônia de abertura representando o corpo docente do INPG. “É um grande prazer fazer parte desta instituição que ajuda a transformar pessoas e a edificar o país”, conclui Talanskas.
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