Um dos dilemas do recém formado, especialmente quando oriundo da área de humanas é se irá ou não continuar os seus estudos e qual a especialização que melhor garantirá a sua progressão no mercado de trabalho.
Os cursos da maioria das instituições de ensino superior à semelhança do que acontece no ensino médio não conseguem induzir nos alunos qualquer identificação com uma possível futura profissão; se é certo que os alunos chegam ao ensino superior mal preparados, também é verdade que a grande maioria das instituições de ensino superior não está preparada para desenvolver o aluno de forma capaz. Isso se deve a muitos fatores dos quais destaco: o forte desequilíbrio quanto ao nível de capacidade dos alunos em sala de aula; falta de preparo do entendimento da instituição “Universidade” por pais e alunos; professores mal preparados; turmas com grande número de alunos; sistemas de avaliação de docentes, direcionados à satisfação do aluno e não à qualidade da docência e falta de incentivo à pesquisa; poderia enumerar muitos outros fatores, mas estes me pareceram ser os que mais profundamente afetam o aprendizado dos alunos.
Dessa forma é natural que muitos alunos cheguem ao fim do curso sem saberem exatamente ao que vieram! A prova é a proliferação de cursinhos de toda a ordem para ingresso nas mais variadas carreiras e que na realidade só existem pela falência do ensino superior.
Também se torna natural a proliferação de cursos de pós-graduação como forma de complementação de conhecimento. Desses, alguns se destacam não pela notoriedade da instituição – muitas vezes sem reflexo no conteúdo oferecido – mas pela elevada qualidade de seus docentes que não se limitam a complementar o que deveria ter sido oferecido na graduação, mas, sobretudo, porque procuram atualizar conhecimentos trazendo o aluno ao mundo da realidade do mercado e induzindo-lhe o tão desejável rumo profissional.
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